domingo, 21 de junho de 2026

Michel F.M., trata-se do pseudônimo literário de Bruno Michel Ferraz Margoni, poeta, escritor, compositor, filósofo, historiador e educador brasileiro. Ele é autor de dezenas de livros de poesia, filosofia e prosa poética, publicados principalmente pela plataforma Clube de Autores.


Michel F.M., trata-se do pseudônimo literário de Bruno Michel Ferraz Margoni, poeta, escritor, compositor, filósofo, historiador e educador brasileiro. Ele é autor de dezenas de livros de poesia, filosofia e prosa poética, publicados principalmente pela plataforma Clube de Autores. 

Alguns destaques sobre ele:

Nascido em 13 de fevereiro de 1988, em Salto. 

Utiliza o nome artístico Michel F.M. para assinar suas obras e composições. 

Tem formação em Comunicação Social, Educação Física, Filosofia, História e Artes Visuais. 

Participou de concursos literários e recebeu diversos prêmios de poesia. 

Entre suas obras estão Mestre dos Pretextos, Impressão Intensa, Piekarzewicz, Acumulador de Feitos Invisíveis e Beleza Concentrada a Níveis Inimagináveis.

A obra de Bruno Michel Ferraz Margoni é ampla e multifacetada, mas pode ser resumida como uma combinação de poesia, filosofia, crítica social e reflexão existencial. Seus livros raramente seguem uma narrativa tradicional; em vez disso, são construídos por poemas, aforismos, ensaios poéticos e fragmentos reflexivos que exploram a condição humana. 

Temas centrais

1. Existência e autoconhecimento 

Grande parte de sua produção gira em torno das inquietações humanas: identidade, tempo, finitude, desejo, fracasso, transformação e busca de sentido. O autor frequentemente convida o leitor a confrontar suas próprias contradições.

2. Crítica à passividade 

Em obras como Mestre dos Pretextos, ele critica os mecanismos pelos quais as pessoas justificam a inércia, o conformismo e a falta de ação. O "pretexto" aparece como símbolo das desculpas que impedem mudanças reais. 

3. Movimento e transformação 

Um conceito recorrente em sua obra é o chamado Movimentalismo, ideia segundo a qual a vida se realiza por meio da ação concreta e da transformação constante, e não apenas pela contemplação ou pelo discurso. 

4. Insubordinação intelectual 

Livros como Sujeitos Insubordinados e diversos poemas defendem uma postura crítica diante de convenções sociais, discursos prontos e formas de alienação. O autor valoriza a autonomia de pensamento e a capacidade de questionar. 

Estilo literário

Seu estilo é marcado por:
Linguagem poética densa e simbólica;
Mistura de filosofia e lirismo;
Uso frequente de paradoxos e contradições;
Influências de metafísica, ética e crítica social;
Estruturas fragmentárias, próximas do aforismo e da poesia em prosa. 

Principais ciclos de obras

Trilogia Mestre dos Pretextos: reflexão filosófica sobre alienação, identidade e justificativas humanas. 

Trilogia Ensaio sobre a Distração (Acumulador de Feitos Invisíveis, Doce Prazer da Queda Livre e Beleza Concentrada a Níveis Inimagináveis): aborda dispersão, percepção e sentido da experiência humana. 

Trilogia Flores do Pântano (Encontro de Pulsações, Arquitetura da Expectativa e Anatomia do Impulso): explora impulso vital, expectativa, desejo e transformação. 

Resumo em uma frase

A obra de Michel F.M. pode ser entendida como uma tentativa de unir poesia e filosofia para investigar as contradições humanas e estimular uma postura mais consciente, crítica e ativa diante da vida. 


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Poemas de Michel F.M. - Poeta, Escritor, Filósofo, Historiador - Bruno Michel Ferraz Margoni

 



Lição Número Um


para se tornar 

um bom artista,

é necessário reunir,

cuidadosamente,


de maneira 

cautelosa

e abrangente,


todas as regras

que te ensinaram 

no início da vida.


todas as normas,

condutas, ordens,

leituras, diretrizes,

etiquetas, posturas.


então, passarás o resto 

da vida, tentando

quebrá-las.


quando quebrarem,

no entanto,

junte os pedaços

e os incinere,

a fim de desintegrá-los.


26/10/24





Lição Número Dois


para se alcançar 

o verdadeiramente 

inovador,


é fundamental 

desaprender, 

tudo que foi aprendido.


indispensável 

libertar,

tudo que foi aprisionado. 


permitir à percepção 

tornar-se o guia,

a referência,

as coordenadas

e então desaperceber-se.


é necessário

a cada movimento,

causar uma amnésia 

proposital em si mesmo.


lançando-se 

em gestos negligentes, 

ao descuido e

esquecimento. 


27/10/24





27 poemas para 27 dias 

ou o colapso total da psiquê 


é isso mesmo 

que você leu,

um poema 

para cada dia,


um surto para 

cada ciclo,

um delírio 

para toda espera,


que compõe 

vertigem no

atordoado.


desdobrando a colcha

do aguardamento,

cheiro a maresia.


só areia e conchas,

ventania e mar.


tudo que foi dito

digo novamente,

ser repetitivo.


na esperança eterna, 

de nunca retornar.


27/10/24







Abominável Beleza Monstruosa 


às vezes, 

eu odeio a poesia,

não quero pensar nela.


mas ela me vem a mente

como uma colisão frontal,

só me livro dela 

quando a escrevo.


às vezes, 

eu abomino a arte,

não quero contemplá-la. 


mas ela me inunda, 

me afoga violentamente,

se impregna 

em meu eu inteiro,


não tenho escolha, 

senão mergulhar.


inúmeras vezes 

detestei a poética,

em lapsos que 

desejavam o vulgar.


mas o azucrinante 

olhar artístico,

retira beleza do lixo 

o tempo todo,


transformando 

o repulsivo em sagrado.


até o ódio 

excruciante vira verso,

neste ciclone 

arrebatador de aflição.


os sentimentos 

pavorosos e medonhos,

se tornam a iguaria 

mais nutritiva.


assim as mãos castigadas 

pelo instinto pr

imitivo,

suspendem meu ego 

pelo pescoço,


ao contrário 

do que se espera,


envolvendo meu sistema cardiorrespiratório, 

me obrigando a respirar.


27/10/24